
A trombose venosa cerebral é um tipo raro de acidente vascular cerebral causado por um coágulo nas veias do cérebro; dor de cabeça, e problemas de visão estão entre os sinais
A trombose venosa cerebral acontece quando um coágulo bloqueia uma veia ou um seio venoso do cérebro e dificulta a saída do sangue. Ela representa de 0,5% a 3% dos casos de acidente vascular cerebral (AVC) e ocorre mais em pessoas com menos de 55 anos.
A dor de cabeça é o sintoma mais comum da condição e aparece em quase 90% dos casos. Mesmo assim, náusea, visão embaçada ou perda de visão, visão dupla, convulsões, confusão e perda de força ou sensibilidade também podem acontecer.
O Hospital Paraná conta com atendimento em neurologia para avaliação de condições que afetam os vasos sanguíneos do cérebro, além de pronto-socorro 24 horas em todos os dias da semana para casos de urgência e emergência.
Localizada em Maringá, no Norte do Estado, a instituição tem um Centro de Diagnóstico com tomografia computadorizada e ressonância magnética, atendendo na Av. Dr. Luiz Teixeira Mendes, 1929, Zona 05. Para agendar sua consulta, ligue: (44) 3218-4000.
O que é trombose venosa cerebral?
A trombose venosa cerebral acontece quando um coágulo bloqueia uma das veias que drenam o sangue do cérebro. O bloqueio também pode ocorrer em canais que ajudam a levar esse sangue de volta para a circulação.
A condição é um tipo de AVC que afeta as veias do cérebro. Ela é diferente dos tipos mais conhecidos de acidente vascular cerebral, que acontecem quando uma artéria é bloqueada ou se rompe e prejudica o fornecimento de sangue ao tecido cerebral.
Segundo a American Heart Association (AHA), a trombose venosa cerebral representa de 0,5% a 3% dos casos de AVC. Nesses casos, quando o sangue não consegue sair do cérebro como deveria, pode haver acúmulo de sangue e aumento da pressão no crânio.
Quais os sintomas da trombose venosa cerebral?
Os sintomas da trombose venosa cerebral podem variar entre os pacientes, além de dependerem de como a obstrução afeta o funcionamento do cérebro e do aumento da pressão dentro da cabeça. Mesmo assim, os sinais mais comuns podem incluir:
- Visão dupla;
- Convulsões;
- Dor de cabeça;
- Náusea ou vômito;
- Visão embaçada ou perda de visão;
- Confusão mental ou redução do nível de consciência;
- Fraqueza ou perda de sensibilidade em uma parte do corpo.
Muitas vezes, a dor de cabeça pode ser o único sintoma em algumas pessoas. Por isso, a presença de uma dor nova ou diferente do habitual, principalmente quando aparece junto com convulsão, alteração na visão, fraqueza ou confusão, precisa de avaliação médica.
O que pode causar a condição?
A trombose venosa cerebral pode estar ligada a mudanças que acontecem no corpo, como as que ocorrem na gravidez e no pós-parto, assim como ao uso de anticoncepcionais com estrogênio, situações que podem aumentar a formação de coágulos no sangue.
Algumas pessoas têm alterações na coagulação que podem ser herdadas ou surgir com o passar dos anos. Doenças autoimunes, câncer e condições do sangue, como a anemia falciforme, também podem aumentar o risco de desenvolver trombose venosa cerebral.
Além desses fatores, algumas infecções podem estar relacionadas ao quadro, sobretudo quando atingem a região da cabeça e do pescoço. A desidratação, uma infecção grave no corpo como um todo e algumas infecções respiratórias também podem formar coágulos.
Por fim, traumas na cabeça e alguns remédios podem estar associados à trombose venosa cerebral. Em muitos casos, mais de um fator está presente e nem sempre é possível identificar uma única causa para a formação do coágulo e para o quadro de AVC.
Como a trombose venosa cerebral é diagnosticada?
O diagnóstico do quadro começa com a avaliação dos sintomas apresentados e do histórico de saúde da pessoa. Como esses sinais também podem aparecer em outras condições, os exames ajudam a confirmar se existe um coágulo nas veias do cérebro, e podem incluir:
- Tomografia computadorizada, que produz imagens do cérebro e pode mostrar alterações causadas pela trombose;
- Exames de sangue, usados para investigar alterações na coagulação e outras condições relacionadas à formação de coágulos;
- Ressonância magnética, capaz de mostrar alterações no tecido cerebral relacionadas à trombose e ajudar a localizar o coágulo;
- Tomografia computadorizada com venografia, que usa contraste para mostrar as veias do cérebro e identificar o bloqueio causado pelo coágulo;
- Ressonância magnética com venografia, exame que permite observar as veias do cérebro com mais detalhes e confirmar a presença da trombose. A tomografia ou a ressonância simples podem fazer parte da avaliação inicial, mas a venografia por tomografia ou por ressonância é o principal procedimento. A escolha, porém, depende do médico, da disponibilidade do exame e das condições do paciente.
Quais são os tratamentos disponíveis?
O tratamento da trombose venosa cerebral tem como meta impedir que o coágulo aumente e evitar a formação de novos. Os anticoagulantes são os principais medicamentos usados, inclusive quando a própria trombose provoca um sangramento no cérebro.
Os anticoagulantes diminuem a capacidade de coagulação do sangue e ajudam o corpo a controlar o coágulo. O tratamento costuma começar com heparina, aplicada por injeção, e pode continuar com anticoagulantes em comprimidos pelo período definido pelo médico.
Quando a pessoa tem convulsões, o especialista pode indicar remédios para controlá-las. Também podem ser necessários tratamentos para reduzir a pressão dentro do crânio e controlar outros problemas causados pela trombose, como alterações na visão.
Em casos graves, que pioram mesmo com o tratamento, pode ser preciso tirar o coágulo por um procedimento chamado trombectomia mecânica. A técnica usa um cateter para chegar ao local do bloqueio e remover o coágulo, sendo indicada só para algumas pessoas.
A trombose venosa cerebral tem cura?
A trombose venosa cerebral pode ser tratada e muitas pessoas se recuperam depois do quadro. A recuperação, porém, depende da extensão da trombose, das áreas do cérebro que foram afetadas e de possíveis complicações durante a doença.
O tratamento reduz o risco de o coágulo aumentar e de novos se formarem, permitindo que o sangue volte a circular. Alguns pacientes se recuperam sem limitações, enquanto outros podem precisar de reabilitação por causa de problemas que permanecem após a trombose.
Mesmo depois da recuperação, o acompanhamento médico ajuda a avaliar o paciente e a investigar fatores que possam aumentar o risco de uma nova trombose. De acordo com a AHA, novos episódios acontecem em menos de 1% a 2% dos casos por ano.
Quando é preciso buscar atendimento médico?
Uma consulta médica é indicada quando a pessoa apresenta uma dor de cabeça nova, persistente ou diferente do habitual. Nessa situação, o médico avalia as características da dor, outros sinais e os fatores que podem estar relacionados à trombose venosa cerebral.
O pronto-socorro deve ser procurado quando a dor de cabeça é forte ou vem acompanhada de convulsão, confusão, desmaio, alterações na visão, fraqueza ou perda de sensibilidade, pois esses sintomas podem indicar um problema que precisa de atendimento na hora.
A perda de consciência, uma primeira convulsão ou uma dificuldade repentina para falar, enxergar ou movimentar alguma parte do corpo também exigem consulta de emergência. Nesses casos, a avaliação rápida ajuda a identificar a causa e começar o tratamento certo.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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